terça-feira, 18 de Novembro de 2014

A visit to the Douro Valley



 Não somos apaixonados apenas pelo Côa. Toda a região interior revela uma beleza natural única, especialmente se falarmos do Parque Natural do Douro Internacional. Na semana passada um grupo da ATN teve a oportunidade de visitar alguns dos locais mais espectaculares do Vale do Douro. Espreite a história escrita na primeira pessoa pelo Niek, um estagiário holandês que está neste momento a cobalorar na ATN.

We are not passionate only about Côa. All region reveals an unique natural beauty, specially if we mention the Douro Natural Park. Last week a group from ATN had the chance to visit some of the most amazing sites at the Douro Valley. Read the complete story, wrote by Niek, a dutch intern who is now collaborating with ATN.

Friday 17 November we got the opportunity to visit the Douro Natural Park.
Our first stop after we left was near a small house with a good view over the valley and on a vultures breeding site.  

We crossed the border for a short look on the Spanish side.  The different way of land use, population density and fire prevention created ad landscape with more forest.  Some slopes are almost fully covered with trees.  There is land in common property that is used for extensive grazing with cows. Between the trees are small open spaces with short grass.

The third point on our way is a old medieval and maybe even roman road with a bridge over the Ribeira do Mosteiro. On the way to this place we catch a glimpse of some blue birds that could be the blue rock thrush (melro azul). There are some small abandoned houses and an orchard with orange trees.

Point four goes further back in time to a prehistorically period where people made a engraving of a horse on a rock near the river.  It is relatively warm on this altitude (around 150 meters above the sea level) There are Holm oaks which are already flowering. (at the same time some acorns sprout while they are still some on the trees).

Point five gives us a breathtaking view from a high rock near the river.
On the road to the next point we did see a giant strawberry tree and we took the opportunity to taste the fruits.

The last point is very high and should give us an great view but the weather gives us no chance to see anything at all.  Down in the clouds we could hear the streaming water and there is a statue from senhora do Douro.




quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

+ 500 medronheiros, strawberry trees @ Faia Brava

No ano passado a ATN iniciou uma campanha para  aquisição de 1000 medronheiros, uma espécie endémica que infelizmente existe em baixa quantidade na Faia Brava, sendo especialmente importante para a alimentação de aves e mamíferos que habitam a Reserva.
500 medronheiros foram adquiridos no ano passado e os últimos 500 acabaram de chegar ao viveiro florestal da Faia Brava.

Os medronheiros vão ser plantados já no próximo fim-de-semana de 21 a 23 de Novembro, e toda a ajuda é bem-vinda.

A ATN agradece a todos os sócios o sucesso desta campanha.

http://www.atnatureza.org/index.php/8-noticias/158-plantacao2014


Last year ATN started a campaign for buying 1000 strawberry trees, an endemic specie that is not frequent at Faia Brava, and is an important food supplier for the birds and mammals that live at the Reserve. 500 strawberry trees were planted last year and the last 500 just arrived the greenhouse at Faia Brava.

They will be planted on the 22-23rd of November, at the annual Tree Plantation activity. Check the details and come help us reforesting the Côa Valley.

ATN thanks to all members the sucess of this campaign.

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Estudantes de Ecoturismo | Ecotourism students @ Faia Brava



A 7 de Novembro, um grupo de finalistas da licenciatura em Ecoturismo da Escola Superior Agrária de Coimbra visitou a Faia Brava. À chegada, o território da Reserva que se avistava logo desde aquela entrada sul exercia um poder de encantamento que nem o senhor João, motorista do autocarro escolar, quis perder a oportunidade de entrar por ali à descoberta com o grupo. 
A visita foi guiada com todo o empenho por Bárbara Pais, responsável pela comunicação e turismo da ATN, que levou os participantes a identificar elementos da flora por ali encontrados, a reflectir sobre os efeitos nefastos do fogo na paisagem, a conhecer a produção biológica de azeitona da reserva. 

A certa altura, a caminhada fez o grupo chegar perto de um cavalo garrano que por ali pastava solitário. Para a maior parte dos presentes foi fascinante o avistamento de um animal daquela envergadura em condição de relativa liberdade (estado semi-selvagem). Mas a surpresa maior foi que este, vendo o grupo a aproximar-se, não tenha decidido fugir, mas tenha vindo ao encontro do grupo. Aproximou-se calmamente e foi se chegando à vez a cada pessoa, deixando-se acariciar, como que a cumprimentar cada uma delas. Então, já seguro quanto à ausência de malícia desta gente humana, pôde o garrano seguir caminho, incentivando também o grupo a prosseguir o seu. 

Do alto de uma imensa bola granítica assente no topo de um morro sobre o vale do Côa, o grupo ouviu falar sobre a variedade de aves rupícolas que frequenta as ravinas da margem do rio dali avistadas, bem como de muitas outras temáticas biológicas, ecológicas e até arqueológicas que aquela paisagem fazia trazer a propósito.  

No último troço da caminhada, ainda se viram três vacas maronesas, mas estas, não tão confiantes quanto o garrano, ou já tomando maior gosto à sua autonomia face aos humanos, foram mantendo a distância. Ainda assim, não conseguiram evitar que ficasse feito o registo fotográfico.

Porém, o brinde final oferecido por este refúgio de vida selvagem aconteceu já em hora de merenda junto ao portão da reserva. Oito grifos vindos de lugar incerto por ali ficaram a traçar no ar as suas características trajectórias vorticosas, permitindo a sua observação.


Nutridos do seu farnel e da rica experiência ecológica, os estudantes seguiram rumo a outras paragens, dando continuação à sua viagem de estudo.


Text by Frederico Ferreira, Photos by Niek Meister
___________________________________________________________________________

On the 7th of November, a group of  finalists of the Ecotourism degree from ISAC (Agrarian Superior Institute of Coimbra) visited the Faia Brava Reserve. At the main entrance of Faia Brava, the mystical enchantment of wild nature brought them the will of discovering the Reserve, and not even Mr. João, the bus driver, let go the opportunity of  exploring with the group.

The tour was guided with all dedication by Bárbara Pais, responsible for communications and tourism at ATN, that helped the participants on identifying the flora that could be seen. Students were also stimulated to consider the negative impacts of fire on landscape and they learned also about the organic olive production at the Reserve.

At a certain point, the group found a garrano horse that was roaming alone. For the majority it was a fascinating moment, to see an animal with that span, in a semi-wild condition. But the biggest surprise was to witness that instead of running away from humans, the horse started to walk towards the group. He approached slightly to be touched by each one of them. Then, already secure of the non-malicious intentions of this humans, the horse followed is own way, and the group did the same.

On the top of a huge granite cliff over the Côa Valley, the group learned about cliff breeding birds that nest across the canyon. They also heard about other subjects of biology, ecology and archaeology.

On the last part of the walk, tree maronesa cows were seen, but those, not so confident as the horse was, kept a safety distance from humans. Still, they could not avoid to be caught by the photographic cameras around.

However, the biggest gift offered at this sanctuary of wildlife came at the meal time, near the main gate of the Reserve: 8 griffon vultures, coming for an uncertain place, start gliding in circles, as they always do, letting to be watch by the students.

After a good meal and an enriching ecological experience, the group followed their trip.




quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

I Workshop - Orientar visitas turísticas na Reserva da Faia Brava


A Associação Transumância e Natureza (ATN), em parceria com a Fundação Côa Parque e com o apoio da iniciativa europeia Rewilding Europe e da Fundação MAVA, organiza o I Workshop - Orientar Visitas Turísticas na Reserva da Faia Brava. O workshop inclui um total de 42 horas de sessões em sala e no campo e será realizado de 25 de Novembro a 15 de Dezembro de 2014, em horário pós-laboral e durante os fins-de-semana.

A ATN pretende que as empresas de animação turística, proprietários de casas de campo locais e outros interessados que queiram dinamizar as suas actividades na Reserva da Faia Brava o possam fazer de forma autónoma. Pretende ainda que um conjunto de jovens e adultos que vivem na região, de diferentes formações, fiquem habilitados a orientar visitas na Faia Brava e possam ser contratados para tal sempre que necessário.

A ATN é a proprietária e gestora da Reserva da Faia Brava, a primeira área protegida privada do país, localizada no Vale do Côa, concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel. A Reserva estende-se ao longo de cerca de 800 hectares, junto ao vale escarpado do rio Côa, sendo um local de elevada importância para a nidificação de aves, designadamente o abutre do Egipto e a águia de Bonelli. Na Faia Brava está a ser implementada uma estratégia de conservação de natureza e de valorização do património natural, que inclui tanto acções práticas de restauro ecológico, como acções de apoio à regeneração natural de matos e bosques, em áreas agrícolas abandonadas, com o objectivo de criar espaços para a natureza, uma nova oportunidade para a vida silvestre e para as pessoas.


O workshop será composto por módulos, num total de 19 horas sessões teóricas e 21 horas de sessões práticas, na Reserva da Faia Brava. Todos os participantes serão submetidos a uma análise final por parte de um painel de especialistas que determinará se estão aptos a orientar visitas e outro tipo de ações e eventos na Faia Brava. Esta análise final inclui uma componente prática com a duração de 3 horas – a orientação de uma visita – e uma componente teórica de 30 minutos.


MÓDULOS
- A história e estratégia da ATN; a Reserva da Faia Brava (1hora);
- A renaturalização, Projecto Rewilding Europe (1 hora);
- Projectos em curso e legislação de enquadramento (2 horas);
- A evolução florestal e a flora do Vale do Côa (teórica e prática) (7,5 horas);
- A fauna do Vale do Côa (com componente teórica e prática) (8 horas)
- A pré-história recente no Vale do Côa (teórica e prática) (6 horas);
- O castro de Cidadelhe (1 hora);
- A geomorfologia e a arte rupestre no Vale do Côa (3 horas);
- A motivação e acolhimento de visitantes (1,5 horas).
- Visita demonstrativa e visita-teste (prática) (7,5 horas);
- Avaliação (teórica e prática) (3,5 horas).

Público-alvo
Todos os interessados em natureza e arqueologia, que desejem fazer parte do grupo de pessoas habilitadas para orientar visitas na Reserva da Faia Brava;
Empresas de animação turística que queiram dinamizar actividades na Faia Brava;
Casas de campo/alojamentos rurais locais que queiram dinamizar actividades na Faia Brava.

Requisitos
Não existem pré-requisitos eliminatórios.
O domínio de línguas estrangeiras como o inglês, francês ou alemão será uma mais-valia para os participantes.

CONDIÇÕES
1.       Todos os módulos são de presença obrigatória.
2.       É obrigatória a inscrição de sócio na Associação Transumância e Natureza.
3.       A formação tem um custo de:
    a.       Individuais: 55€
    b.      Empresas: 100€ podendo participar até um máximo de 2 pessoas. A partir deste número será cobrada um valor de 30€ por pessoa.
4.       Ao custo de formação acresce a taxa de inscrição de sócio (20€).
5.       Apenas os participantes que obtenham o certificado de participação e a aprovação final poderão realizar as suas actividades na Reserva da Faia Brava, mediante a aceitação dos termos da Associação Transumância e Natureza.
6.       A Associação Transumância e Natureza reserva-se no direito de considerar ainda não apto quem, no final das sessões e da análise final da prestação de cada participante, não demonstre as competências necessárias a uma boa prestação na Reserva da Faia Brava.


Mais informações para geral@atnatureza.org ou através do telefone +351 271 311 202.
As inscrições são limitadas a 15 participantes.
Os pagamentos deverão ser feitos para a conta da Associação Transumância e Natureza:

Caixa Geral de Depósitos
Nome: TRANSUMÂNCIA E NATUREZA – ASSOCIAÇÃO; NIB: 003503180001454513072